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Tinha 11 anos quando recebi, no dia do meu aniversário, um pequeno diário, daqueles em que é possível esconder as palavras por trás de um cadeado, e de uma chave minúscula e preciosa.

Nesse mesmo dia, por coincidência, um familiar ofereceu-me “O diário de Anne Frank”, que li emocionada, em dois dias! Foi o primeiro livro, de muitos. Eça “o mestre”, Camilo o “prático”, mas Júlio Dinis “o romântico”, foi a minha paixão durante anos. Julgo que reli “As pupilas do senhor reitor” umas 4 vezes!

Com a oferta daquele pequeno diário, nasceu o hábito de registar o meu dia-a-dia, descrever pessoas e, sobretudo, deixar que os meus sentimentos jorrassem sem limites sobre o papel. Os vários relatos dos meus sonhos, que tive desde sempre , e que recordava com precisão, sobre o passado, o presente e o futuro da vida, tornaram-se no mote para a construção de uma história que pretendo publicar.

A poesia surgiu aos 13 anos. Precisamente com Júlio Dinis, assim que li o seu livro de “poesias”. Os meus versos eram simples e pueris e oferecia-os aos familiares em época de aniversários e festividades. A poesia faz parte da minha vida, como o amor pelo Criador, pelo Universo, juntamente com a crença de que todos os seres são bons por natureza. Sou, portanto, Rousseauniana.

Tudo o que escrevo assenta na certeza de que todos somos imortais, que somos almas rumo à perfeição.