Scarborough fair

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Pelo caminho escrevi-te.
Por entre vales e prados verdejantes,
gotinhas dançantes
a tilintar sob os raios do sol,
entre margaridas, até num girassol
e numa nuvem que vi passar
escrevi-te:
“a ti pertenço
tu que me vês sem me olhar
tu que a minha doçura sabes apreciar
tu que desejas o meu abraço
ao acordar
tu que me esperas na eternidade
e tudo fazes para que não sinta
saudade”.
Pelo caminho escrevi-te
para que pudesses encontrar-me.
Por entre as folhagens levadas
pelo vento,
e os relâmpagos que caíram
entretanto,
ou as lágrimas que o inverno
não secou,
eu escrevi-te:
“a ti pertenço,
tu que sempre me procuraste!”
Pelo caminho escrevi-te
mas… ou tu lograste ler-me
ou, onde ficaste?

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