Anoitecer na cidade

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Sirenes, motores e passos apressados
marcam o compasso citadino.
“Para onde segues?”, “qual o teu destino?”,
todos se cruzam, todos atrasados.

Ninguém se conhece, até a noite cair
num manto de sombras congeladas,
de paredes sem cor, ostracizadas,
ocupadas pelos que não conseguiram fugir.

Acendem-se as luzes artificiais,
apagam-se as cores que o dia iluminou.
No céu, só o nevoeiro lá ficou
a impedir o brilho das estrelas naturais.

Os prédios na noite, com janelas escondidas
ocultam alegrias e dores que, de dia,
ficaram esquecidas pela apatia
que o tempo impõe e domina, nas nossas vidas.

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