Amor sem distância

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Olhei…
os dedos dos pés
descalços sobre a relva húmida
do orvalho da manhã,
sorviam,
como palhinha, a energia da terra,
pelo corpo inteiro.

Estava prestes a levantar voo.
A alegria fez-me levitar,
suavemente,
enquanto um formigueiro
envolveu-me na luz do sol.

Evoquei-te.
(se caísse,
teria de ser nos teus braços
que são valentes e ousados
como os de Sansão)

Num ápice,
qual ser alado,
a tua mão agarrou a minha:
éramos duas gaivotas
(o Fernão estava certo)
a aprender a voar.

Segui-te.

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