Mal-me-quer, bem-me-quer

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É o malmequer a minha flor.
Descobri porquê:
pétala sim, pétala não,
tenta, em roleta, adivinhar o que sinto.

Além do mais
é simples, como eu,
sempre que me vejo no espelho
e ele reflete esta mulher
sem estrela, brilho ou fulgor.

Mas há quem julgue
que ande de coroa na alma.
Talvez porque a minha calma
incomode e reine
neste mundo de revoltados
do qual eu e tu já não somos atores fingidos.

Se mal-me-queres, é porque mal-te-tens,
digo-lhes, em vão.
Porque em vão é a palavra
na terra infértil e de onde
nem malmequer desabrocha, nem raízes
se fixam para germinar
tolerância e compreensão.

Eu e tu, não.
Gostamos de cultivar.
Vá se lá saber porquê.

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