O silêncio é um templo:

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Quando a chuva cai
E levanta a terra quente
Num orvalho adocicado.

Quando o mar desmaia
No final da tarde
Sobre a brisa das algas vivas.

Quando a casa se fecha
E os passos são de lã
Sobre o chão encerado.

Quando as árvores sem folhas
Já não lutam com o vento
Que desfez os flocos de neve.

Quando a noite sem estrelas
Nos eleva até à lua
Numa nuvem sonhadora.

Quando a lavanda cobre os lençóis
E os atira ao teto
Na manhã de sábado.

Quando acordo sem acordar
E o corpo se mantem sem vida
A cheirar o dia nascer.

(O silêncio é um templo
Que me ensina a aprender
A ser muda, para conhecer.)

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