Arquivo da Categoria: Poesias

O silêncio é um templo:

Quando a chuva cai E levanta a terra quente Num orvalho adocicado. Quando o mar desmaia No final da tarde Sobre a brisa das algas vivas. Quando a casa se fecha E os passos são de lã Sobre o chão … Continuar a ler

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Um sentido

Ontem, contaram-me que a corrente do rio só tem um sentido: se sobe, não desce se desce, não sobe. Por onde passa só tem um desvio: o acaso inevitável do obstáculo! Ontem, contaram-me que na beira do mar um homem … Continuar a ler

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Olhos do mar

São conchas pálidas, os meus olhos deitados sob o horizonte do céu azul, dormente, de verão. Não sei se é de manhã, ou de tarde, se agora cheguei ou estou de saída. São búzios falantes, os meus olhos: ouvem vozes … Continuar a ler

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Lágrimas

No centro do peito onde despontam as ilusões e a alma guarda o sofrimento, eis o momento em que a tristeza perde as amarras do bom senso e projeta-se à boleia de milhares de fios carmim, que conduzem a vida. … Continuar a ler

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Whispered voices

As vozes em sofrimento inertes na solidão das “Terras Altas” caiem em bátegas por entre as espadas afiadas de uma luta sem glória. Amassam-se os corpos uns-contra-os-outros enquanto as cornetas do além tocam a chamá-los. As vozes acotovelam-se em uníssono … Continuar a ler

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O jugo

A tristeza é como um vírus: ataca todas as células da determinação e suga-lhes a energia, a alegria num ápice provocador até nada restar senão o desânimo e a dor. Que vacina a pode combater quando o corpo se deixa … Continuar a ler

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O que é o amor?

Nada é menos científico que o amor! Até as palavras que o descrevem parecem contorcer-se num malabarismo estranho: quero-te, mas não te quero, sinto, sem sentir. Se eu soubesse o que é o amor, não escreveria sobre ele. Acomodava-me no … Continuar a ler

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Mal-me-quer, bem-me-quer

É o malmequer a minha flor. Descobri porquê: pétala sim, pétala não, tenta, em roleta, adivinhar o que sinto. Além do mais é simples, como eu, sempre que me vejo no espelho e ele reflete esta mulher sem estrela, brilho … Continuar a ler

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Amor sem distância

Olhei… os dedos dos pés descalços sobre a relva húmida do orvalho da manhã, sorviam, como palhinha, a energia da terra, pelo corpo inteiro. Estava prestes a levantar voo. A alegria fez-me levitar, suavemente, enquanto um formigueiro envolveu-me na luz … Continuar a ler

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Amanhecer no campo

Silêncio. O céu ilumina devagar sob os montes adormecidos. Fingem-se quietos, esquecidos, enquanto o Sol os beija ao despertar. Corre no tempo suave brisa que, aos poucos, faz desvanecer as estrelas que cobriram o anoitecer cuja luz e fulgor agora … Continuar a ler

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