Arquivo da Categoria: Poesias

Espuma do mar

A espuma do mar tem esta condição: levar a todo o lugar as histórias da vida dos homens as suas angústias, perdas e dores, a ilusão dos desamores, os desencantos que ferem sem rosto. Mas, a cavalo das ondas, na … Continuar a ler

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Anoitecer na cidade

Sirenes, motores e passos apressados marcam o compasso citadino. “Para onde segues?”, “qual o teu destino?”, todos se cruzam, todos atrasados. Ninguém se conhece, até a noite cair num manto de sombras congeladas, de paredes sem cor, ostracizadas, ocupadas pelos … Continuar a ler

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Entre as flores

São milhares as flores que pintam o nosso planeta em tantos tons e cores quantas as que a imaginação consegue sonhar. As rosas, tão vistosas e elegantes, são as eleitas dos amantes. As tulipas, luxuosas, refinadas em cada traço conquistam … Continuar a ler

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Palavras que rimam

Da minha mão saem palavras enamoradas: umas cruzam-se num eterno cumprimento, outras conversam com arremetimento, mas sempre amantes e muito educadas. Gosto delas quando se tratam com carinho, como se tivessem de tocar nos narizes, de uma e outra, para … Continuar a ler

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Olvidar o desejo

Esqueceu-se de mim o amor! aquele que une almas afins… Da doçura de um afago, nem sabor nem a visão do cupido e querubins. Dizem que a todos cabe o par de quem trilha a dois em sintonia. Mas, estou … Continuar a ler

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Canto de guerra

Possante, valente e audaz seguro nas mãos a espada do infeliz destino perfeito hino de devoção ao meu povo Quem sou, quem sou? Sou Rei! Inunda-me a raiva do fogo e a ambição fustigada invade-me as veias da discórdia sob o … Continuar a ler

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Oferecer a outra face (ou as palavras que nunca te direi)

No amor, só existe uma linguagem: Dar, sem desejar nada em troca. Se me agrides com a indiferença Eu acarinho-te com coragem Se me olhas com desdém Eu olho-te com admiração E se me desejas a queda Eu imagino-te com … Continuar a ler

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No mercado

Se as frutas e legumes pudessem cantar no mercado do bolhão ouviríamos Verdi e Puccini a ecoar em cada recanto. Cores apetecíveis misturam-se, para nosso deleite, com o cheiro do peixe na saliva do mar acabado de pescar. A perfeição … Continuar a ler

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Quando Deus decidiu criar-me

Quando Deus decidiu criar-me a palete celestial perdera o colorido: sem tintas brilhantes para pintar-me usou aguarelas de tom esbatido. Os pincéis, já corroídos pela idade traçaram o esboço em suave matiz de um corpo sem venustidade mas perfeito para … Continuar a ler

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Scarborough fair

Pelo caminho escrevi-te. Por entre vales e prados verdejantes, gotinhas dançantes a tilintar sob os raios do sol, entre margaridas, até num girassol e numa nuvem que vi passar escrevi-te: “a ti pertenço tu que me vês sem me olhar … Continuar a ler

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